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A comida certa antes de dormir pode mudar seus resultados de treino para sempre

 

A relação entre o que comemos à noite e nosso desempenho físico na manhã seguinte é uma área de interesse crescente no mundo da nutrição e do fitness. Muitos se perguntam se a última refeição do dia pode impactar a energia e a eficácia do treino matinal. Para entender essa conexão, o nutrólogo Dr. Ronan Araujo, explica como o corpo processa os nutrientes durante a noite e como eles são utilizados ao acordar.

Como o corpo processa os nutrientes à noite?

Durante o sono, o corpo continua a metabolizar os alimentos consumidos, mas em um ritmo mais lento. Esse período é crítico para a reparação muscular e a manutenção das funções corporais. A digestão noturna de proteínas, carboidratos e gorduras contribui de maneiras diferentes para o funcionamento do corpo.

Proteínas: Ao consumir proteínas de digestão lenta, como a caseína – encontrada em alimentos derivados do leite e soja – o corpo pode prevenir o catabolismo muscular durante a noite. Estudos, como o publicado no American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism, mostram que a ingestão de caseína antes de dormir pode aumentar a síntese proteica e promover a recuperação muscular.

Carboidratos: Os carboidratos ingeridos à noite são convertidos em glicose e armazenados como glicogênio nos músculos e no fígado. Esse glicogênio é uma fonte crucial de energia, especialmente para exercícios de alta intensidade. Pesquisas indicam que a ingestão adequada de carboidratos pode maximizar os estoques de glicogênio e melhorar o desempenho físico no dia seguinte.

Gorduras: As gorduras são armazenadas como reservas de energia no tecido adiposo e podem ser mobilizadas durante exercícios de baixa intensidade ou em períodos prolongados de jejum.

Ao acordar, o corpo está em estado de jejum após várias horas sem ingestão alimentar. Dependendo da última refeição, os níveis de glicogênio e a disponibilidade de nutrientes variam, influenciando o desempenho no treino matinal.

Glicogênio muscular

O glicogênio armazenado nos músculos durante a noite serve como uma fonte primária de energia para exercícios matinais de alta intensidade. Treinar com estoques adequados de glicogênio pode melhorar o desempenho e retardar a fadiga.
Ácidos graxos livres

Durante atividades aeróbicas ou de baixa intensidade, o corpo pode recorrer a ácidos graxos liberados dos estoques de gordura como fonte de energia. Isso é particularmente relevante se a refeição noturna foi baixa em carboidratos.

Refeição pré-treino

Para aqueles que buscam otimizar o desempenho, um pequeno lanche ou refeição leve antes do treino pode fornecer energia adicional. Isso é especialmente benéfico para treinos mais longos ou intensos, onde o glicogênio hepático pode ter sido parcialmente esgotado durante a noite.

Para maximizar o desempenho nos treinos matinais, é importante considerar tanto a composição quanto o timing da refeição noturna:

  1. Balancear macronutrientes: Incluir uma combinação de carboidratos complexos, proteínas de digestão lenta e gorduras saudáveis pode fornecer energia sustentada durante a noite e no treino seguinte. Um estudo na Journal of Sports Sciences sugere que uma refeição equilibrada antes do sono pode melhorar a recuperação e o desempenho atlético subsequente.
  2. Timing da refeição: Consumir a refeição noturna 1-3 horas antes de dormir permite uma digestão adequada, garantindo que os nutrientes estejam disponíveis durante a noite.
  3. Hidratação: Manter-se hidratado durante a noite é crucial, pois mesmo uma leve desidratação pode impactar negativamente o desempenho físico.

Compreender como o que comemos à noite afeta nosso desempenho pela manhã pode ser uma ferramenta poderosa para otimizar resultados no treino. “Ao ajustar a nutrição noturna, é possível maximizar a energia disponível, melhorar a recuperação muscular e promover um estado metabólico favorável para alcançar objetivos de saúde e fitness. Para personalizar uma estratégia alimentar que atenda às suas necessidades específicas, consulte um profissional de saúde”, conclui o Dr. Ronan Araujo.

 

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